quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Dúvida


Estava pensando: Será que o mundo inteiro realmente acredita que Obama fará todos esses milagres de salvação da humanidade? Acho que as pessoas esquecem que ele não fará nada sozinho...


Talvez isso aconteça porque adoramos heróis. Afinal, na existência deles podemos ser displicentes e maus, afinal, sempre haverá alguém para salvar o mundo...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Israel x Hamas: Existe um vilão e um bandido nessa história?

Esse artigo não tem a intenção de falar sobre os acontecimentos da mais nova guerra no Oriente Médio, afinal, isso já está sendo feito por pessoas muito mais competentes do que eu. O que eu queria trazer à discussão é o fato de que as noticias, assim como o mundo inteiro, estão muito polarizadas. Os pró-judeus dizem que a culpa é do Hamas, afinal, foram eles que começaram a lançar foguetes em direção de territórios israelenses. Os pró-arabes dizem que é o novo holocausto e que o mundo se cala perante a isso. Mas acho que, infelizmente, o buraco é muito mais embaixo.

Para começar, acho que qualquer país que fosse bombardeado com foguetes se posicionaria de forma parecida com Israel, com a ressalva de que talvez fosse um pouco menos cruel com a população civil. Acho muita hipocrisia todo o mundo se posicionar a favor da Palestina sem considerar os atos do Hamas. Por outro lado, acho que esse não é o real motivo que norteia os atos israelenses. Acho que é, principalmente, uma mostra de poder, para que os outros países do Oriente Médio pensem duas vezes antes de “encher o saco”. Partindo dessa idéia, acho muito cruel matar a quantidade de civis apenas para uma mostra de poder. Como sempre, os responsáveis nunca morrem, e os principais prejudicados sempre são os mais pobres. Sempre foi assim, e às vezes me pergunto se sempre será...

Também acho válido ter uma organização social para lutar contra uma invasão completamente injusta como foi a israelense. Concordo que a população tem sempre que lutar quando está descontente com o que ocorre, principalmente porque qualquer país no lugar da Palestina revidaria se fosse invadido. Mas, sinceramente, acho que o Hamas não está muito preocupado com seu povo, mas sim com o poder. Acho que podemos fazer um parâmetro com o que aconteceu com o Japão na 2° guerra mundial: O conflito final, praticamente, era EUA x Japão, até o massacre das bombas atômicas. Nesse momento, o Japão teve que ponderar entre poder e seu povo, e escolhendo o segundo, desistiu do primeiro. Mas o que ocorre com o Hamas é exatamente o contrário, salvo as proporções, é claro! O Hamas poderia sentar para conversar em favor do seu povo, que é o principal perdedor dessa história toda. Mas como prefere o poder à sua população, não desiste e continua enviando foguetes que só tem efeito simbólico sobre a situação. Esses foguetes não ganharão a guerra, e os líderes do Hamas sabem disso. Se não param, é porque ainda tem a esperança de conquistar o poder, em detrimento do seu povo.

Há duas verdades incontestáveis sobre tudo o que está acontecendo: Primeiro: sempre quando se mistura religião com política dá merda. Sempre! Não estou dizendo que pessoas religiosas devem se abster da atividade política, muito pelo contrário, acho isso muito necessário. Mas se uma instituição como um Estado não se desvincula da religião, vai dar merda. Porque as pessoas irão acatar o que o Estado disser mesmo discordando, apenas pela questão de fé. E infelizmente, muitas coisas realmente ruins aconteceram em nome de diversas religiões. Segundo: O extremismo (todos: religioso, político, esportivo, etc) sempre será maléfico. Isso porque extremistas sempre acham que estão com a verdade absoluta, e isso NUNCA é verdade, afinal, ninguém é realmente dono dela. E extremistas nunca se importam com a opinião do outro, ou seja, são autoritários. E acho o autoritarismo um dos piores defeitos que alguém pode ter.

Bom, acho que era isso que eu queria falar! Mas vale lembrar que a merda no ventilador foi jogada pelos europeus, e por isso acho a maior injustiça os principais causadores dessa disputa se absterem como eles estão se abstendo. Será que a ONU realmente só serve para as necessidades dos poderosos?

Para ler ouvindo: Senhor da guerra - legião urbana

Para ler vendo o clip: Rock the casbah - clash

Norris, Chuck Norris

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

você se preocupa em conseguir um emprego?




Você se preocupa no que irá trabalhar após estar formado?


Eu tenho me preocupado muito com isso nos últimos tempos, e tô começando a me desesperar... Sabe quando todos os sites de emprego parecer não saber da existência de um curso chamado "ciências sociais", e a única perspectiva é prestar concurso? Então, é assim que estou me sentindo...


Porra, mas porque não tem emprego para nossa área? Eu ainda não sei a resposta, mas eu queria muito ser chamada de "'cientista social" quando eu me formar, ao invés de "operadora de telemarketing, mas formada em ciências sociais".


O que faremos para resolver esse problema?



ASs: NORRIS

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2009. Porque?


sim, estamos chegando ao fim de mais um ano.
E com ele toda aquela besteira infindável e infernal de ser simpático e esperançoso...
O pior é que você acaba não cumprindo o que prometeu, continua brigando a toa com qualquer um, continua a tratar mal aquela menina que te atende no cinema, ainda vai ser fútil por algumas vezes, e não adianta usar calcinha amarela para ganhar dinheiro, porque isso só vai acontecer se você trabalhar ou ganhar na loteria...
Então, sejamos realistas: O que você vai fazer para seu 2009 ser melhor do que 2008? Eu já tenho algumas estratégias:
1) Beber mais do que eu bebi em 2008. Quero ficar velha de tanto beber, me encher de rugas e ficar com barriga de choppe!
2) Comer muita fritura e doce. Se for para morrer um dia, que seja feliz.
3)Ver amigos que eu não vejo a tempos. Prometo que tomarei mais iniciativa de marcar encontros, reencontros e afins.
4) Vou engolir sapo. Eu sempre falo o que quero e magoo as pessoas. Serei mais mansinha em 2009
5) Serei fútil e vaidosa. Acreditem ou não!
6) Vou mais para a balada. Não consigo mais dançar até as 9 da manhã, mas preciso tentar!!!
Não sei mais o que prometer... e vcs, prometem o que?
PS - Em 2010 veremos o que prometemos e, numa grande festinha regada a vinho, breja e cuba( para variar), comemoraremos o fato de que não cumprimos nossas promessas...rs

Para que serve a porra dos seus amigos?


Eu estava pensando: temos vários amigos. Conhecemos várias pessoas interessantes, papos legais, conversas alternativas, pessoas com quem beber. Mas o que define um amigo?
Quando você está deprê, quem você procura?
E quando tem um problema aparentemente insolúvel?
Lógico que nenhuma amizade permanece sem momentos alegres, mas acho que , definitivamente, quantidade não é qualidade! Eu mesmo, tenho vários amigos, cada um para fazer uma coisa diferente, mas apenas poucos servem para fazer qualquer coisa...
E você? O que pensa sobre amizade?


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Obama


Na verdade, não será uma postagem muito grande. Apenas estava conversando hoje,lá no meu estágio, com minha companheira de trabalho (expressão formal, heheh!) sobre o novo presidente dos Estados Unidos (assim como muita gente anda fazendo) e me veio a cabeça que no dia em que esse país tiver uma jovem presidenta lésbica eu terei esperanças na humanidade. Foi meio de brincadeira, mas pensando bem faz um certo sentido.

O que acham?

Ass.: Luana (o que aconteceu com os fortões?)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Luta contra o sono


O texto á seguir foi escrito hj de manhã enqto eu "trabalhava" na SSP. Estou lá temporariamente, em um tipo de "atendimento emergencial" por telefone durante a greve dos policiais civis. O problema (ou não) eh q o telefone toca muito raramente...




"Dormi por 6h na noite passada e tirei um conchilo na tarde passada, mas não consigo manter minhas pálpebras abertas.


O livro diante de meus olhos fica emabaçado, com as letras embaralhadas e perde todo o sentido.


A cabeça fica mole, parece q o pescoço não aguenta... acho q é o peso das pálpebras.


Minha visão, depois de ficar embaralhada, vai escurecendo e um vazio sonolento invade a minha mente.


Não posso dormir! Não posso me render!


Tenho q 'trabalhar', ou, pelo menos, me manter acordada.


O telefone não toca, e eu, nessa luta. Játomei capuccino. De nada adiantou. Ficocom os braços gelados: frio. Coloco a blusa e sinto calor. Tiro a blusa e parece q agora está bom, mas logo aparece o frio novamente. Se eu pudesse dormir, não me importaria com a temperatura.


Está parecendo aula pós bandeijão. Mas na aula é mais fácil: posso sair pra me distrair com outras coisas ou posso deistir de lutar contra o sono e abaixar a cabeça, apoiando-a nos braços cruzados e me rendendo ao sono tão agradável e irresistível.


Aqui, não.


Não posso dormir, não posso sair, não consigo ler e não tem o q fazer. A única idéia q pude ter, apesar das alucinações soníferas q insistem em me embreagar, foi a de pegar uma caneta e começar a escrever.


Apesar de continuar bocejando, com os olhosúmidos e vermelhos, estou conseguindo me manter acordada.


Achei que 6h de sono á npoite e um cochilo á tarde seriam suficientes para me manter 'viva' nessa manhã. Achei q um capuccino seria suficiente... só q não posso tomr mais café pq faz os seios diminuírem (http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081023_seioscafe_np.shtml)e não estou em condições de me dar esse luxo.

Olha! O telefone tocou!

...

Pronto, já resolvi.

De volta ao tédio...
Ass: Carol ...zZz...

sábado, 29 de dezembro de 2007

Ano Novo

Engraçado como apenas mais um dia pode significar tanta coisa pra tantas pessoas....
Só porque alguém teve a idéia de dividir o tempo em meses e anos...
Não é uma mudança de nada, é apenas mais um dia!
Mas apesar disso, tem um peso psicológico tão grande nas pessoas, que dá a elas esperança renovada, esperança de dias melhores, de mudanças positivas...
Mudou o ano. Mudou o dia. Não mudou nada.
Mas pode mudar.
É isso que concluo: que não depende da mudança lunar, ou da contagem regressiva, ou dos sete pulinhos ou da lentilha. Depende de nós mesmos, da mudança na forma de encararmos a vida, da vontade interior de cada um de mudar, de fazer seus sonhos se realizarem, de ser uma pessoa melhor. Que pode começar a qualquer momento.
Porque esperar um dia certo para ter estes pensamentos?
Mudemos agora!! Pra quê esperar até terça, se este sábado está tão bonito para uma mudança de atitude, de postura?
É certo que a mudança daquilo que chamamos de "ano" é um incentivo á
a mais para aqueles que estão com vontade de fazer algo novo, mas estão adiando por preguiça ou qualquer outro motivo... mas não podemos depender deste incentivo, pois um ano é um período muito extenso, e se esta pessoa não conseguir fazer o que deseja no início do ano, dependerá da chegada do próximo para tentar novamente... (já não basta a fuvest, que é apenas uma vez ao ano, né? Por favor!)
Apesar disso tudo que disse até agora, desejo a todos um 2008 muito feliz e melhor, como devem ser todos os dias de nossas vidas!
Ass. Van Damme

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

?


Karl Marx, Carro, Vestibular, Dinheiro, viagens, Amigos, Falta de Dinheiro, Fim de Semana Prolongado, Comida, Desigualdade, Namoro, Computador, Atraso, Pilhas e pilhas de livros, Divórcio, Teorias, Corrida, Corpo, Levi-Strauss, Inércia, Descanso, Partidos, Igualdade, África, Esmalte, Chapinha, Desigualdade, Lembranças, Filminho em Casa, Dinheiro para o Cinema, Esoterismo, Estrelas, Educação, Glamour, Resistência, Luxo, Estratégia, Vendas, Filosofia, Stephen King, Gerência, Bakunin, Gordura, Informática, Vermelho, Brasil, Pão Light, Falta de Dinheiro Para o Pão Light, Natureza, Poluição, Bossa Nova, Comando Vermelho, Copa do Mundo, Pablo Neruda, Casamento, Europa, Imperialismo, Negro, Sexo, Semana de 22, Feriado, Extra Terrestre, Espiritismo, Mãe, Eleições, Ruas, Solidão, Duracell, Bolo de Chocolate, Cirurgia, Rock Clássico, Propaganda, FHC, Relógio, BBB, Lixo, Amizade, Brigadeiro, Gargalhada, História, Excel, Lula, Drogas, Conversa no Portão, Feijoada, Espelho, Doméstica, Aliança, Alça, Feira do Carro, Palhaço, Veja...
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O que é felicidade mesmo?


N, CN.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

copiando...


Sei q o texto ñ é meu, + curti e resolvi mostrar p/ vcs....



O rolo do Rolex

Por Zeca Baleiro

No início do mês, o apresentador Luciano Huck escreveu um texto sobre o roubo de seu Rolex. O artigo gerou uma avalanche de cartas ao jornal (Folha de S.Paulo), entre as quais uma escrita por mim. Não me considero um polemista, pelo menos não no sentido espetaculoso da palavra. Temo, por ser público, parecer alguém em busca de autopromoção, algo que abomino. Por outro lado, não arredo pé de uma boa discussão, o que sempre me parece salutar. Por isso resolvi aceitar o convite a expor minha opinião, já distorcida desde então.

Reconheço que minha carta, curta, grossa e escrita num instante emocionado, num impulso, não é um primor de clareza e sabia que corria o risco de interpretações toscas. Mas há momentos em que me parece necessário botar a boca no trombone, nem que seja para não poluir o fígado com rancores inúteis. Como uma provocação.

Foi o que fiz. Foi o que fez Huck, revoltado ao ver lesado seu patrimônio, sentimento, aliás, legítimo. Eu também reclamaria caso roubassem algo comprado com o suor do rosto. Reclamaria na mesa de bar, em família, na roda de amigos. Nunca num jornal.

Esse argumento, apesar de prosaico, é pra mim o xis da questão. Por que um cidadão vem a público mostrar sua revolta com a situação do país, alardeando senso de justiça social, só quando é roubado? Lançando mão de privilégio dado a personalidades, utiliza um espaço de debates políticos e adultos para reclamações pessoais (sim, não fez mais que isso), escorado em argumentos quase infantis, como "sou cidadão, pago meus impostos". Dias depois, Ferréz, um porta-voz da periferia, escreveu texto no mesmo espaço, "romanceando" o ocorrido. Foi acusado de glamourizar o roubo e de fazer apologia do crime.

Antes que me acusem de ressentido ou revanchista, friso que lamento a violência sofrida por Huck. Não tenho nada pessoalmente contra ele, de quem não sei muito. Considero-o um bom profissional, alguém dotado de certa sensibilidade para lidar com o grande público, o que por si só me parece admirável. À distância, sei de sua rápida ascensão na TV. É, portanto, o que os mitificadores gostam de chamar de "vencedor". Alguém que conquista seu espaço à custa de trabalho me parece digno de admiração.

E-mails de leitores que chegaram até mim (os mais brandos me chamavam de "marxista babaca" e "comunista de museu") revelam uma confusão terrível de conceitos (e preconceitos) e idéias mal formuladas (há raras exceções) e me fizeram reafirmar minha triste tese de botequim de que o pensamento do nosso tempo está embotado, e as pessoas, desarticuladas.

Vi dois pobres estereótipos serem fortemente reiterados. Os que espinafraram Huck eram "comunistas", "petistas", "fascistas". Os que o apoiavam eram "burgueses", "elite", palavra que desafortunadamente usei em minha carta. Elite é palavra perigosa e, de tão levianamente usada, esquecemos seu real sentido. Recorro ao "Houaiss": "Elite - 1. o que há de mais valorizado e de melhor qualidade, especialmente em um grupo social [este sentido não se aplica à grande maioria dos ricos brasileiros]; 2. minoria que detém o prestígio e o domínio sobre o grupo social [este, sim]".

A surpreendente repercussão do fato revela que a disparidade social é um calo no pé de nossa sociedade, para o qual não parece haver remédio -desfilaram intolerância e ódio à flor da pele, a destacar o espantoso texto de Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, notório reduto da ultradireita caricata, mas nem por isso menos perigosa. Amparado em uma hipócrita "consciência democrática", propõe vetar o direito à expressão (represália a Ferréz), uma das maiores conquistas do nosso ralo processo democrático.

Não cabendo em si, dispara esta pérola: "Sem ela [a propriedade privada], estaríamos de tacape na mão, puxando as moças pelos cabelos". Confesso que me peguei a imaginar esse sr. de tacape em mãos, lutando por seu lugar à sombra sem o escudo de uma revista fascistóide. Os idiotas devem ter direito à expressão, sim, sr. Reinaldo. Seu texto é prova disso.

Igual direito de expressão foi dado a Huck e Ferréz. Do imbróglio, sobram-me duas parcas conclusões. A exclusão social não justifica a delinqüência ou o pendor ao crime, mas ninguém poderá negar que alguém sem direito à escola, que cresce num cenário de miséria e abandono, está mais vulnerável aos apelos da vida bandida.

Por seu turno, pessoas públicas não são blindadas (seus carros podem ser) e estão sujeitas a roubos, violências ou à desaprovação de leitores, especialmente se cometem textos fúteis sobre questões tão críticas como essa ora em debate.

Por fim, devo dizer que sempre pensei a existência como algo muito mais complexo do que um mero embate entre ricos e pobres, esquerda e direita, conservadores e progressistas, excluídos e privilegiados. O tosco debate em torno do desabafo nervoso de Huck pôs novas pulgas na minha orelha. Ao que parece, desde as priscas eras, o problema do mundo é mesmo um só - uma luta de classes cruel e sem fim.